luzes de natal

Veja o que significa ver “estrelinhas” nas luzes de Natal!

Nessa época, as ruas e as casas se iluminam com os tradicionais enfeites de Natal, que enfeitam as cidades, deixando tudo mais alegre e festivo. Mas será que, além dos pisca-piscas, é normal ver “estrelinhas” nas luzes de Natal?

Enxergar manchas, riscos, pontos ou feixes de luz nas luzinhas de Natal repetidamente é um sinal de que algo não vai bem e pode ser algum sintoma de problemas variados, que vão de hipertensão arterial e enxaqueca até doenças oculares.

Fosfênios nas luzes de Natal

Se essas “estrelinhas” são produzidas no cérebro, são chamadas de fosfênios e são consequência de descargas elétricas no córtex occipital, área cerebral relacionada à visão.

As origens dessas descargas variam e podem representar uma hipertensão arterial, uma enxaqueca ou até uma epilepsia focal – quando a descarga elétrica ocorre especificamente nessa região do cérebro e só provoca percepção de luzes, sem espasmos no corpo.

Apesar de os fosfênios estarem relacionados a esses problemas, a maior parte deles, que ocorre eventualmente, não tem gravidade. Os mais frequentes são os “fosfênios de pressão”, provocados pela ação de esfregar os olhos fechados ou por espirros fortes, batidas na cabeça e queda da pressão arterial, ao se levantar rapidamente, por exemplo.

Quando é “fabricado” na retina, o fenômeno passa a se chamar fotopsia e acontece, geralmente, como resultado do atrito da retina com o humor vítreo, um gel que preenche os olhos.

“Moscas”

Manchas escuras que costumam atrapalhar o campo de visão são um exemplo de fotopsia. Assim como o fosfênio, trata-se de um sintoma e não de uma doença relacionada a problemas oculares – como miopia, traumas, pós-operatório de catarata ou desgaste natural dos olhos, que começa a partir dos 40 anos.

Com a degeneração do humor vítreo, sua estrutura homogênea se desintegra e ele fica mais fluido. O gel, que tinha aderência à retina – revestimento interno do olho –, começa a se movimentar. Quando entra em atrito com a retina, provoca essa percepção de raio ou lampejo de luz.

A impressão de ver “moscas” ou pontos pretos ocorre devido à presença de pequenas opacidades dentro do humor vítreo, decorrentes de seu desgaste. E, apesar de esses corpos flutuantes parecerem estar na frente dos olhos, na verdade, estão dentro da gelatina. O que atrapalha a visão é a sombra que projetam sobre a retina, conforme a movimentação dos olhos.

Mulheres em geral e pessoas com miopia alta – acima de seis graus – têm maior tendência à fotopsia. O gel em atrito com a retina pode levar ao seu descolamento e, por consequência, à cegueira. É importante consultar um oftalmologista assim que surgirem os sintomas.

As “estrelinhas” também podem ser vistas durante enxaquecas com aura, quando, além dos sintomas comuns, como forte dor de cabeça, náuseas e sensibilidade à claridade, a pessoa também apresenta alterações na visão, na força motora e até na fala. Durante a enxaqueca, a luz aparece no meio da visão e vai crescendo, aos poucos, de forma espiralada ou como feixes.

Em casos de hipertensão, os pontinhos brilhantes que vemos acontecem por alterações circulatórias que causam espasmos dos vasos sanguíneos na retina. Com o aumento da pressão, os vasos se estreitam para controlar o fluxo de sangue e, com isso, alteram a circulação. Nesses casos, é preciso consultar um médico com urgência.

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FONTES

Dr. Visão. http://www.drvisao.com.br/

Saúde Ocular. Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde. http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2119-saude-ocular

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